Hipátia: matemática, filósofa, poetisa e astrônoma

São raros os vestígios da antiguidade que chegam até nós. Mais escassos são aqueles que nos apresentam o papel da mulher nas sociedades antigas. Esse não foi o caso de Hipátia, que viveu, aproximadamente, entre os anos 355 e 415 D.C., período de dominação romana e de acessão do cristianismo.

Matemática, filósofa neoplatônica, professora, poetisa e astrônoma, Hipátia viveu em Alexandria (Egito), um grande centro de atividade matemática. Seu pai, Téon, também foi um importante matemático.

Considerada por alguns como a primeira mulher matemática que se tem registro, Hipátia escreveu comentários sobre Diofante, Ptolomeu e Apolônio, entre outros trabalhos.

Hipátia foi assinada em 415 D.C., em um momento de intolerância religiosa e agitação política. O fato de ser mulher e não cristã (pagã) contribuíram para sua morte, afirmam alguns pesquisadores. Sua morte é vista também como marco do fim da matemática antiga ou do fim de Alexandria como centro matemático.

A ficcionalização da sua vida pode ser vista no filme “Alexandria” (2009) – “Agora”, no original –, dirigido pelo espanhol Alejandro Amenábar.



Para saber mais sobre sua história e seu trabalho, consulte a revista The American Mathematical Monthly (1994, v.101, n.3). O item está disponível em nosso acervo de periódicos.

Para saber mais sobre a História da Matemática, visite nossa biblioteca.

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Um comentário para Hipátia: matemática, filósofa, poetisa e astrônoma

  1. Pessoal, eu fiz um vídeo sobre a filósofa em meu canal no Youtube, e chama-se “Hipátia de Alexandria, feminismo e liberdade de expressão”. Quem quiser, só entrar aqui e dar uma conferida: http://youtu.be/sWPQJpfUL0s