| Módulo II - Capítulo II Alargando Horizontes |
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Compostas, Pontos Fixos, Órbitas e Caos |
Escolha um número
qualquer e use o quadro abaixo para calcular a raiz quadrada deste número. Calcule a raiz quadrada do resultado obtido. Repita este procedimento um grande número de vezes. O que você pode observar?
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Explorando |
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Use o quadro ao lado e repita este mesmo procedimento para a função
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Vamos tentar entender o que está acontecendo? |
Nos dois casos acima, escolhemos para começar o processo um valor para
e calculamos
. Vamos chamar este valor de
, isto é,
. A seguir calculamos
e, assim, obtemos um valor que vamos chamar de
, isto é,
= f(f(
)). Obtemos
, calculando
e prosseguindo dessa maneira, compondo f com f, n vezes, definimos uma seqüência de números reais onde
.
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Agora é com você! |
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Seja
Como se comportam os valores desta seqüência à medida em que n cresce? |
Vamos ilustrar, graficamente, cada passo do procedimento acima para tentar entender o comportamento da seqüência à medida em que n cresce.
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Primeiro Passo |
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Escolher
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Segundo Passo |
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Definir
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Terceiro Passo |
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Calcular
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Quarto Passo |
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Para prosseguir, precisamos definir
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Próximos Passos |
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Repetir e repetir e repetir este mesmo esquema para continuar definindo os próximos valores
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O esquema acima pode ser simplificado e resumido pelo gráfico ao lado. |
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Agora é com você! |
(b) Use o quadro abaixo e teste este método para calcular as raízes reais de
O que você pode concluir? Este método funciona para calcular as raízes reais de qualquer equação da forma f(x) = x. |
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Definições |
Dizemos que um número
p
é um ponto fixo da função
quando
.
A seqüência definida a partir de um ponto
e de repetidas composições de uma função f é chamada de órbita de
.
Na atividade proposta acima, podemos constatar que, à medida em que
n
crece, a seqüência de valores
, x1 = f(x0), x2 = f(x1) = f(f(x0)), x3 = f(x2) = f(f(f(x0))) se aproxima cada vez mais de 1, que é uma das raízes da equação x2 = x. Portanto, usando as novas definições acima, podemos afirmar que a órbita de
se aproxima de zero, que é um dos pontos fixos da função
. Neste caso, dizemos que esta órbita converge para este ponto fixo.
Por outro lado os valores da seqüência
, x1 = f(x0) , x2 = f(x1) = f(f(x0)), .... se tornam cada vez maiores à medida em que n cresce. Neste caso, dizemos que a órbita de x0 = 2 diverge.
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Agora é com você! |
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(a) Determine os pontos fixos da função y = 2,8 x (1 - x) e use o quadro abaixo para mostrar que as órbitas de x0, para 0 < x0 < 1, convergem para um destes pontos fixos. Faça um gráfico para visualizar esta afirmação.
O que você pode concluir?
(b) Quais os pontos fixos da função
(c) Tente obter aproximações para estes pontos fixos usando o método descrito acima e diferentes valores de x0.
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Depois de algumas tentativas e de pensar um pouco, você deve ter concluído que, dependendo do valor de x0, as órbitas ou divergem, ou convergem para o ponto fixo negativo da função dada. No entanto, é possível obter, por este método, aproximações para o ponto fixo positivo da função f.
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Agora é com você! |
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Explique porque a função (b) Use a função g para obter aproximações para o ponto fixo positivo da função f. Para isto utilize o quadro abaixo.
(c) Você é capaz de definir alguma outra função com órbitas convergentes para algum dos pontos fixos de f? |
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Obtendo Ciclos |
Seja
. Os pontos fixos desta função são as raízes da equação
, a saber,
e
.Um observador mais atento poderá constatar sem dificuldades, um comportamento estranho nas órbitas desta função. O primeiro fato a notar é que f(1) = 0, f(0) = -1 e f(-1) = 0. Assim, se começarmos com
, ou
, ou
, não obteremos nenhuma seqüência convergente mas um ciclo de dois valores repetidos: 0, -1, 0 -1, 0, -1,.....
Pela experiência adquirida com o estudo da função
, poderíamos esperar que um valor inicial próximo da solução negativa de
, produziria uma órbita convergente para esta raiz.
Use o quadro abaixo e observe o comportamento da órbita de
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No exemplo anterior, você deve ter obtido uma seqüência cujos primeiros termos são: -0,6; -0,64; -0,5904; -0,6514; -0,5756; -0,6686; -0,5529; -0,6943; -0,5180;....
Os termos desta seqüência são, alternadamente, maiores e menores que -0,618
»
e se afastam, mais do que se aproximam deste ponto fixo. Se você for bastante paciente e iterar mais de 20 vezes, se convencerá que os termos da seqüência se aproximam ou de 0 ou de -1 e as órbitas "rodam" em torno destes pontos formando um ciclo infinito. Os gráficos a seguir ilustram melhor esta conclusão.
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É possível, como fizemos antes, alterar a forma da equação
para obtermos funções com órbitas que convergem para as soluções da equação, mas ciclos são de muito interesse para o estudo do comportamento de certos sistemas físicos e biológicos.
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Caos |
Vamos examinar, agora o comportamento de algumas órbitas da função
. Os pontos fixos desta função são x = 1 e x = -0,5. Como f(0,5) = -0,5, a órbita cujo valor inicial é x0 = 0,5 conduz diretamente, após uma única iteração, ao ponto fixo x = - 0,5. Considere valores bem próximos de x0 = 0.5, por exemplo x0 = 0,51. Use o quadro abaixo para examinar o comportamento da órbita de f para este valor inicial. (Vá anotando os valores da seqüência).
Examine também o comportamento das órbitas desta função para valores iniciais muito próximos do outro ponto fixo de f.
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O que você pode concluir? Este comportamento é previsível? |
O comportamento das órbitas desta função nos fornece um exemplo do que, em matemática, é chamado um comportamento caótico. A sensibilidade dos sistemas caóticos aos dados iniciais foi descrita por James Gleick, no seu livro "Chaos: Making a New Science" (1987) como o "efeito borboleta" que serve para ilustrar a idéia de que o tempo do nosso planeta é tão sensível às condições iniciais que o "simples bater de asas de uma borboleta, hoje, em Pequim pode se transformar numa tempestade nos próximos meses, em Nova York".
É muito difícil para nós, sequer imaginarmos um sistema que tenha um comportamento tão frágil e sensível aos dados iniciais. Felizmente, ou infelizmente, estamos nos conscientizando, cada vez mais, que o comportamento caótico descreve melhor o nosso mundo do que os sistemas bem comportados aos quais estamos tão acostumados!
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Para finalizar! |
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Considere a função
. Procure determinar valores de
a
e de x0 que gerem órbitas convergentes, ciclos e órbitas caóticas.
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